terça-feira, 3 de maio de 2011

Sem caminho.

Eu me perdi no meio desse caos. Eu me perdi no meio da verdade. Você sugou minha alma, roubou meus sorrisos, usou o meu sangue. Tudo em vão. Você está morta para mim, mas eu consigo vê-la qualquer hora acordada, em minha cabeça. Estou perdido. É tanto ódio, tanto rancor, tanta dor, que eu já não sei para qual direção seguir. Já não sei o que pensar. Já não sei o que sentir. Já não sei o que fazer. A minha vida foi perdida. Eu já não tenho alma. Tenho apenas um buraco negro no lugar da mesma. Olhe para mim, querida, eu estou pálido e gélido. Será que eu já morri? Será que eu já passei pelo necrotério sem sentir? Talvez eu seja apenas um corpo esperando entrar em decomposição. 

domingo, 1 de maio de 2011

Sem você.

Minhas mãos estão geladas. Minha boca está seca. Meus olhos dóem. Meu rosto está pálido. Não consigo me locomover. O chão tem gotas de sangue. Era isso que você queria? Pois foi isso que você proucurou. Você me deixou com tanto frio, a beira de um precipício. Sozinho, no escuro. Deito na cama de noite e lembro de você sempre me abraçando, falando coisas bobas, me enchendo com suas carícias. Porque eu fui proucurar logo você? Você? Logo você. Que sempre fodeu comigo, sempre fodeu com meu raciocínio. Agora quem não quer mais nada sou eu. Me deixe aqui, sozinho. No escuro, no frio, a beira de um precipício. Pois afinal, você acabou me acostumando com isso e eu gostei. Parece que as noites em claro, as olheiras, as ressacas, as cicatrizes e os pulmões fodidos por causa da nicotina me entendem. E você não. Minha vida agora são meus vícios, e você, bem, não se encaixa mais neles.