segunda-feira, 6 de junho de 2011
Trago ao veneno.
Minhas mãos estão geladas. Sinto cada teor de álcool cair deliberadamente por minha garganta e bater lentamente em minhas entranhas. A cada trago que dou no cigarro, difundo minha respiração, deixando-a em pigmentos dissolvidos a minha dor. Você me deixou nas piores condições que alguém poderia deixar outro alguém. Você me difundiu em cinzas ralas e frescas, que ventam com o assopro de uma gaivota ao redor do céu. Por que me procurou? E por que me deixou? Você me deixou sem respostas, sem esperanças, sem vida... sem você... Eu estou morto por dentro há dias e não durmo desde que acordei. Vejo dissolver-me lentamente e me sinto perdido a essa vida que não me pertence mais, a essa alma que não pertence mais a esse corpo. Agora está tudo confuso, embaçado e embaralhado a minha frente. Eu não vejo nada, sinto meu corpo querer tombar para frente traiçoeiramente, seguro a mesa de centro da sala. Eu apaguei. Oh querida... todo esse veneno...
terça-feira, 3 de maio de 2011
Sem caminho.
Eu me perdi no meio desse caos. Eu me perdi no meio da verdade. Você sugou minha alma, roubou meus sorrisos, usou o meu sangue. Tudo em vão. Você está morta para mim, mas eu consigo vê-la qualquer hora acordada, em minha cabeça. Estou perdido. É tanto ódio, tanto rancor, tanta dor, que eu já não sei para qual direção seguir. Já não sei o que pensar. Já não sei o que sentir. Já não sei o que fazer. A minha vida foi perdida. Eu já não tenho alma. Tenho apenas um buraco negro no lugar da mesma. Olhe para mim, querida, eu estou pálido e gélido. Será que eu já morri? Será que eu já passei pelo necrotério sem sentir? Talvez eu seja apenas um corpo esperando entrar em decomposição.
domingo, 1 de maio de 2011
Sem você.
Minhas mãos estão geladas. Minha boca está seca. Meus olhos dóem. Meu rosto está pálido. Não consigo me locomover. O chão tem gotas de sangue. Era isso que você queria? Pois foi isso que você proucurou. Você me deixou com tanto frio, a beira de um precipício. Sozinho, no escuro. Deito na cama de noite e lembro de você sempre me abraçando, falando coisas bobas, me enchendo com suas carícias. Porque eu fui proucurar logo você? Você? Logo você. Que sempre fodeu comigo, sempre fodeu com meu raciocínio. Agora quem não quer mais nada sou eu. Me deixe aqui, sozinho. No escuro, no frio, a beira de um precipício. Pois afinal, você acabou me acostumando com isso e eu gostei. Parece que as noites em claro, as olheiras, as ressacas, as cicatrizes e os pulmões fodidos por causa da nicotina me entendem. E você não. Minha vida agora são meus vícios, e você, bem, não se encaixa mais neles.
quarta-feira, 27 de abril de 2011
quarta-feira, 20 de abril de 2011
Um gole de desaprovação.
É disso que você teme. Você vive cercado de sorrisos falsos e alegrias forçadas. É isso o que você quer? Uma vida fingida? Bem, você não tem escolha. Sua vida é uma tortura. Você vive da aprovação dos outros. Mas por dentro, você já não é mais vivo. Sua alma já foi sugada á séculos. Você não deveria ter se entregado a outra pessoa. Ele fodeu com seu cérebro, fodeu com sua vida, com sua alma. Agora você é isso, apenas isso.
terça-feira, 22 de março de 2011
Mentes Psicóticas.
Mentes psicóticas me atraem. Não sei se prefiro a sede doentia deles por sangue, ou seu jeito obscuro de me olharem. Mentes pscicóticas são inimagináveis, e eu gosto disso, gosto da surpresa, gosto de não saber o que haverá comigo, gosto de não saber se acordarei vivo ou não no outro dia. Essa sede por dor que vocês tem me dá prazer. Sua pele com cicatrizes me dá arrepios. Acho que eu também virei uma mente psicótica.
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Escuto seus passos pesados e grandes. Seu rosto está obscuro pelo ódio e rancor. Sua boca está com gosto de holoucausto. Você não tem ninguém. Todos o odeia. Você mesmo se odeia. Suicídio? É uma boa ideia, uma boa escapatória dessa vida aflingida, mas é muita covardia para você. Mas tirando a morte, o que lhe resta? Nada. Você não tem nada. Apenas cicatrizes, dores, dentes nicotinados, olheiras. E agora você está aqui, implorando para morrer. Agora você precisa de mim para lhe dar a morte? Não, não... prefiro que sofras agora, e que não consiga viver com todo o seu ódio e corte sua jugular com um estile, ai, bem, nem Deus terá piedade de você.
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